Grandes resultados são conquistados pouco a pouco.

TEXTO: Prov. 13:11
“A riqueza adquirida às pressas diminuíra; mas quem a ajunta pouco a pouco terá aumento.”

VERDADE CENTRAL: Tão importante como conquistar um excelente resultado é saber como não perdê-lo no momento seguinte.

INTRODUÇÃO: Hoje faço parte de um ministério que tem servido de referência para muitos outros no Brasil e no mundo. Estar em Manaus é um presente de Deus. Poder acompanhar de perto a liderança do AP. René é um aprendizado contínuo. A riqueza de vivências em um cotidiano tão eletrizante proporciona muitas oportunidades para um aperfeiçoamento.
O tamanho do MIR em Manaus impressiona a todo visitante. Uma multidão todos os domingos lotam os cultos, paralisam o trânsito na região do templo, situado na Ponta Negra. Uma visão desejada por todo pastor. Uma sensação maravilhosa. Um testemunho contagiante. Uma experiência imperdível.
Os líderes da Visão celular que chegam ao MIR em Manaus e vivenciam o que estou resumindo nesta breve introdução, voltam impactados às suas regiões e igrejas cheios de uma motivação renovada e convicções geradas, crendo que também serão usados por Deus para um grande avivamento.
No entanto, para muitos líderes esta impressão causada em seu espírito não chega a se transformar em realidade palpável. Chegam a considerar que Manaus é um fenômeno de avivamento que não se pode reproduzir. Mas este pensamento é contrariar todo o ensino e unção liberada sobre todos que chegam ao MIR.
Sou supervisor da Visão celular nos estados de SC e RS. Em anos anteriores também supervisionei o Estado de Roraima e a Venezuela. Tenho contatos com muitos pastores amigos por todo o Brasil, e por onde tenho estado observo alguns comportamentos não muito apropriados para líderes que almejam estabelecer grandes conquistas. Entre tais comportamentos, quero destacar a ansiedade de alguns para estabelecer uma conquista semelhante a que viram. Ansiedade gerada por uma avaliação equivocada quanto ao tempo que levou para que o MIR chegasse ao que hoje se vê. Poucos são os líderes que consideram o tempo de preparo e formação do AP. René; os desafios enfrentados pelo mesmo para se afirmar em Manaus; os anos de vida cristã daqueles primeiros líderes que caminham até hoje com ele; poucos consideram muitos valores que foram acumulados ao longo de um tempo, para que Deus pudesse se valer da ação firme e ousada em ocasião apropriada. Mas tenho esperança que muitos, a partir de avaliações mais precisas, compreendam que sua conquista ministerial também tem a potencialidade para resultados expressivos sustentados ao longo das gerações.
Neste estudo quero oferecer uma avaliação daquilo que creio ser a postura correta a ser alimentada pelo coração de todo líder que está buscando um grande resultado em seu ministério.

I. Não trabalhe por resultado de momento.
Texto: Prov. 13:11
“A riqueza adquirida às pressas diminuirá;”
Sempre que tenho a oportunidade para refletir sobre esta questão, procuro levar os líderes a considerarem que o trabalho que estão realizando deve ter a perspectiva para alcançar a geração futura. Está claro para mim que a Visão celular trabalha com esta linguagem, sempre apontando a importância de se estabelecer gerações. Desta forma, não estamos trabalhando para gerar um resultado para um instante de nossas vidas, mas estamos construindo uma conquista para ficar de herança bem sucedida para outras gerações. Gosto de considerar com os líderes a respeito da expectativa de vida que cada um tem. Diante da constatação que a maioria tem ainda pela frente muito tempo, passamos a entender que a conquista sonhada será fruto de um projeto de vida e não de uma ação que perde o fôlego logo depois dos 100 primeiros metros.
Costumo comparar a conquista da multidão a uma corrida de maratona, onde pouco tem valor à figura daquele corredor que se lança empolgado nos primeiros quilômetros e não consegue cruzar a linha de chegada. Na visão pouco tem valor o resultado alcançado durante um, dois ou três anos, pois lá se vão onze anos da Visão celular no Brasil, e o que se espera é que ao longo de todo esse tempo você ainda seja achado com o mesmo vigor e com a mesma paixão do início desta maratona. Por quantos anos mais estarás à frente do ministério que hoje está confiado em tuas mãos? Ou não te importas com a seqüência do resultado alcançado hoje?
O ditado popular diz: “a pressa é inimiga da perfeição”. Julgo importante considerar que a ansiedade nos propõe ações que desprezam processos que não podem ser ignorados. A Visão tem um tempo de maturação que se não for respeitado, irá produzir resultados que não se sustentarão pelas gerações seguintes. Logo concluo que assim como as riquezas adquiridas às pressas diminuirá, o mesmo também se aplica para o ajuntamento de multidões que pularam os processos consolidadores desta Visão de conquista.
Uma consideração se faz necessária neste momento. É preciso que seja percebido que o ritmo imprimido num processo de transição em uma igreja, não pode ser sustentado ao longo dos passos futuros. Na transição temos recursos acumulados durante gerações. Depois da transição eu preciso caminhar na cadência estabelecida pelos passos da visão, sem antecipar etapas, e sem afrouxar nas referências, pois caso contrário, as gerações que serão levantadas não terão as mesmas construções de fundamento como aquele sob os quais estão estabelecidas. Por este motivo, não oferecerão a mesma condição de continuidade para aquelas que se apoiarão em suas referências.
Mais do que nunca, a cadência proposta pelos pilares da Visão, ganhar, consolidar, discipular e enviar precisarão entrar no foco do planejamento das conquistas para que não venha a arrefecer.
O dilema que se instala na alma do líder é se haverá a devida adequação das expectativas do imediatismo aos processos de continuidade? Estes exigem ações mais bem planejadas e estruturas menos descartáveis, interrompem o engano da multidão rotativa para firmar a caminhada constante de um crescimento assimilado que produzirá a seu tempo, um resultado jamais visto na história da igreja brasileira.
Não pense uma conquista só para um instante da sua vida, pois, na pressa, a perfeição será desprezada e o resultado obtido lhe renderá um trabalho desgastante para tão somente tentar evitar o inevitável: o que foi adquirido às pressas diminuirá.

II. Trabalhe para consolidar gerações de filhos legítimos.
Texto: Prov. 13:11
“mas quem a ajunta pouco a pouco terá aumento.”

O ministério nos proporciona algumas experiências maravilhosas, assim como nos abençoa com algumas referências que nos servem de exemplo para muitos momentos de nossas vidas. Trago na memória uma família que conheci, a quase 20 anos atrás, quando estava à frente da Primeira Igreja Batista de Itajaí. Elias, Dirinha e seus filhos. Lembro-me do primeiro café que fui convidado a participar em sua casa. Eu e Adriana, recém casados, chagamos a casa da referida família, conversamos, oramos, e depois fomos surpreendidos por uma mesa repleta das delícias coloniais. Ao fundo da casa funcionava uma pequena oficina de costura, que mantinha com honra toda a família. Nos seis anos que estive em Itajaí, vi esta família pouco a pouco crescer em seus empreendimentos. O irmão Elias, um pacato descendente de italiano, a cada ano fazia investimentos seguros em um segmento do setor têxtil. Pouco a pouco foi fortalecendo uma base segura, apoiada em uma clientela fidelizada pelo bom relacionamento que garantia uma expectativa de retorno seguro. Com isso, hoje quando o vejo, contemplo um empreendimento que emprega vários funcionários, tendo a frente, na condução do seu empreendimento os seus descendentes, que hoje imprimem uma linguagem administrativa moderna que o tem colocado em uma posição muito segura dentro do setor que escolheu trabalhar. Fico pensando por quanto tempo mais esta conquista continuará crescendo e rendendo os benefícios que foram estabelecidos? Parece que a conclusão é muito simples, prosseguindo no ritmo estabelecido não há o que impeça a expansão contínua desse bom negócio.
O princípio bíblico é bem verdadeiro. Não se pode sonhar com conquistas permanentes e em constante crescimento se não houver investimento e tempo de maturação de processos consolidadores. Isso se aplica na conquista das riquezas e não pode ser desprezado quando vidas estão no foco das nossas ações.
Este tesouro que vale mais que o mundo inteiro precisa ser trabalhado dentro das especificações pertinentes. Não pode ser confundido com árvores, com coisas, com processos em série que despreza as particularidades do indivíduo.
Vejo na visão celular respostas para atender às exigências de uma chamada ao crescimento sem desprezar uma cadência segura que garanta a continuidade dos processos que consolidam uma multidão.
“Pouco a pouco”, é o princípio destacado pelo autor de provérbios para apontar um processo seguro de conquistas. Quando olhamos para uma célula isoladamente, parece tão pouco diante de uma conquista que aponta para uma multidão, no entanto, se os processos da visão se cumprem neste embrião do crescimento, vamos perceber que nesta célula está a potencialidade da conquista da primeira geração de 12. Mas o que são doze pessoas diante de uma multidão como as estrelas e a areia do mar? Também parece muito pouco, no entanto, vamos perceber que esta geração formada, consolidada nos princípios do discipulado, não é um grupo volúvel, imaturo, levado por todo lado, por qualquer vento de doutrina, mas sim discípulos formados com o caráter de filhos legítimos de uma fé plantada no coração. Essa conquista assegura a reprodução dos processos.
Percebo então que o aumento é inevitável. Não depende do esforço isolado de um só homem. Não acontece num piscar de olhos, mas está assegurado dentro de um projeto de vida que deixará legados para muitas outras gerações.

Conclusão

Enquanto estivermos com nossa atenção voltada para produzir, num curto espaço de tempo, resultados extraordinários, que saltam aos olhos, mas não sustentam uma visão, perderemos tempo valioso no processo de consolidação das gerações de filhos legítimos, que são os verdadeiros responsáveis pelo crescimento contínuo de uma herança valiosa.
Três anos e meio foi o tempo, segundo os comentaristas, investido por Jesus na formação de sua equipe de 12. Faça uma reflexão comigo neste momento. Se considerarmos hoje um marco zero para teu ministério, você julgaria possível, partindo da conquista já firmada, consolidar doze homens comprometidos com os valores do evangelho e da Visão Celular nos próximos três anos? Considerando uma resposta positiva, seria possível para você e seu ministério em mais três anos, mantendo o foco no acompanhamento desses primeiros 12 e junto a estes levantar a segunda geração, os 144? Continuarei considerando respostas positivas, e prossigo perguntando, será possível em mais outros três anos, focado no acompanhamento dos seus primeiros 12, para que os mesmos estejam seguros e supridos para cuidar dos 144, levantar a terceira geração, os 1728? Lembrando que o esforço a cada três anos não está sobre os ombros apenas do líder principal, mas está assumido responsavelmente por todos dentro das gerações. A ação mais direta de conquista está em que cada líder levanta em três anos apenas doze homens, sem contar que na prática o líder geralmente é responsável pela conquista direta de três discípulos que se responsabilizam juntos pela consolidação da equipe de 12. Se considerarmos possível chegar até aqui, então, mantendo as mesmas disciplinas, ao final de 12 anos teremos chegado à quarta geração de filhos legítimos, 20.736. Mas não podemos nos esquecer que na visão trabalhamos em par com nossas esposas, então na verdade ao final de 12 anos, temos 41.478 discípulos consolidados, que terão uma célula com no mínimo 4 pessoas, totalizando 165.912 discípulos.
Cumpre-se o que o livro de Provérbios nos ensina que a multidão, essa riqueza inestimável, quando ajuntada pouco a pouco terá aumento, e que aumento!

1 comentários:

RDC Geração de Levitas disse...

Amém, Apostolo amei a palavra Deus falou tremendamente comigo..Graças a Deus
Shalom!
CRistine

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